quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sem "notícias" 3 dias, porque ...


Por motivos pessoais não pude estar na sala desde o final da manhã de terça até ao dia de hoje, quinta-feira, razão pela qual não haverá qualquer referência a eles.

Às mães que me fizeram chegar palavras simpáticas, o meu sincero agradecimento, obrigada.

Parabéns à Mia!

A nossa manhã de terça-feira foi movimentada: cerca das 9:30 cantámos os parabéns à Mia, que está mais velhota e completou 5 anitos! 
Ainda estávamos a lanchar quando chegou a fotógrafa, para as nossas fotos anuais. Bem ... e a dificuldade que ela teve para fotografar alguns de nós? Mas todas devem estar muito bonitas, certamente.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O quadro do tempo da Laura Barata e a Lagarta Riscada

Na segunda-feira, mal chegou à sala, a Laura Barata tinha uma surpresa para a Leonor: 3 quadros, em que um tinha desenhado "quando nós vamos ao recreio", outro "quando nós vamos ao campo" e outro "quando não vamos ao recreio, porque chove". Então a Leonor sugeriu que fizessem um quadro do tempo ( o que já sugeriu noutras alturas e "não pegou muito bem"), em que se registasse o tempo dia a dia, sendo que o "bom tempo" é quando vamos ao recreio e/ou ao campo e o "mau tempo" é quando chove e, como tal, não vamos ao recreio e não vamos ao campo.  No fim do mês vamos contar quantos dias tivemos de bom e mau tempo e quantas vezes podemos ir ao campo. Foi aceite! Vamos ver como corre o registo ...



Mas a Leonor também trazia uma surpresa: uma caixa vermelha e uma lente que aumenta o tamanho das coisa, uma lupa, que era para vermos "a coisa" que estava dentro da caixa. O que seria?









Não fizemos registos! O tempo voa e não há mãos, braços e ouvidos adultos para atender a todos as vozes, vontades e necessidades ... e, assim, algumas coisas não ficam perdidas, mas simplesmente adiadas, pois iremos fazê-las ... no tempo e com o tempo!

Assim, temos na sala o piriquito "Amarelinho", o "João Caracol Galego", que espera a qualquer momento uma namorada, e a Lagarta Riscada. Mas brevemente iremos ter peixes, pois o Martim quer trazer um peixe para a sala e a Sónia, a mãe dele, já esteve a tratar do aquário que tivemos anos atrás na sala, para o receber.

domingo, 26 de outubro de 2014

Ler- o que é?

Na sexta-feira a Ana pediu-nos para refletir com os galeguitos sobre "Ler - o que é?" e escrevemos numa cartolina, que fará parte de uma pequena exposição no estabelecimento, pois todos refletimos sobre a sua importância. Pais, não deixem de ir ver ... :)

Também aproveitámos o resto das tintas da semana para fazer digitinta, pedida há tanto tempo! E outros lá continuaram com experiências com folhas, paus e bolotas, utilizando as taças de esferovite da crane/peixe.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Biblioteca e os contratos

As imagens destes 3 dias refletem alguns momentos que vivemos, pois nem sempre dá para tirar fotos e registar mesmo tudo do dia, se bem que algumas atividades diárias se repetem e, por isso, não lhe fazemos mais referência: 
- distribuímos as fotos pelas colunas das idades, porque assim cada um de nós aprende muito melhor a sua idade e a idade dos outros, aprendemos a ver qual a coluna que tem mais crianças, a coluna que tem menos, as que têm igual número, ou seja, aprendemos a "ler", apesar de não estar escrito com palavras;
- fomos à Casa do Folhas assinar os contratos de leitor, ou seja, comprometemo-nos a tratar bem os livros que requisitarmos para casa e que pode ser lido por qualquer pessoa em casa que queira fazer connosco a leitura a par. Foi muito giro ver como as assinaturas de meninos do ano passado estão tão diferentes das assinaturas de agora, o que nos indica o quanto crescemos!
- Continuámos com as colagens do outono
- Gostámos muito de colorir e desenhar no chão do recreio com giz ...




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Finalmente fomos ao campo!

Em anos anteriores já tínhamos ido ao campo, e talvez até mais do que uma vez, mas este ano não tem dado para ir, devido ao tempo incerto e com a chuva que se tem feito sentir.  Hoje, porque parecia ter voltado o verão de novo, fomos e para algumas crianças, mesmo da Póvoa, foi uma novidade aqueles lindos caminhos. Não fomos tão longe como costumávamos ir, porque temos muitos meninos muito pequeninos no grupo, mas apesar da idade e do tamanho, correu muito bem e eles andaram sem dificuldade. 
Levámos sacos e apanhámos imensas bolotas, folhas, paus e até trouxemos um caracol para lhe darmos uma casinha na nossa sala. A Laura Barata chamou-lhe, caso não se erre o nome complicado, João Caracol Galego. Pusemos um aquário que estava desativado, pedras no fundo, terra com folhas partidas, paus, pedras, uma taça com água e folhas de lombarda. Agora temos de lhe arranjar uma namorada, para vermos os filhinhos crescerem. Há uns anos atrás já existiu um caracolário na sala, mas nas férias devolveram-se os caracóis à natureza e não estavam tão bem instalados como agora, pois na altura não tinha terra e a gora tem, porque a Leonor aprendeu com uma amiga dela, a Arminda Almeida, a quem agradecemos.
De tarde estivemos a fazer o registo da visista ao campo, mas alguns meninos mais velhos ainda têm dificuldade de manter-se no contexto, ou seja, respeitar as regras e que era centrar-se num aspeto da saída da manhã e ser perseverante para terminar com sucesso a atividade ou o jogo que é iniciado, pois a Leonor tem de andar a "repescar-nos" para voltar ao jogo ou atividade escolhida, até a terminarmos, aspeto importante a aprender para a vida futura, quer na escola ou fora dela.

 

sábado, 18 de outubro de 2014

De segunda a sexta ...

Esta semana falámos sobretudo de dois temas: outono e alimentação. O primeiro, porque continuámos com os trabalhos e a conversa à volta das folhas e o segundo, porque se comemorou o Dia Mundial da Alimentação, no dia 16. Não fomos ao polidesportivo, pois portámo-nos muito mal quando nos estávamos a preparar para sair e a Leonor estava, sozinha, a auxiliar os mais pequenos na casa-de-banho, mas sobre estes dois temas ouvimos algumas histórias: fomos à biblioteca ouvir a história "A ovelhinha que veio para o jantar" (nós vimos o livro, mas podem ter acesso à história no youtube aqui,) que a Ana nos contou, e a Leonor contou-nos ainda "A lagartinha comilona", na versão espanhola pop-up, tal como no filme do youtube, (vimos este filme), "Nunca na vida irei comer comer tomate" e vimos ainda como é o nosso estômago, o esófago e os intestinos, num livro que trouxemos para a sala. Vamos fazer uma pirâmide alimentar, mas ainda só fizemos recorte e também decidimos fazer uma lagartinha gigante para pôr por cima dos quadros, que faremos para a semana, pois não tivemos tempo. Fizemos salada de fruta na quinta e sexta, que é muito boa, apesar de alguns de nós torcerem completamente o nariz à variedade, mas vamos continuar a fazer, precisando apenas de uma maior variedade de fruta e algumas latas de fruta em conserva, que já tivemos em outros anos, também era bom ... E como o prometido é devido, finalmente hoje tivemos uma tarde de cinema e com direito a pipocas, que já há umas semanas uma mãe querida  nos tinha oferecido.



domingo, 12 de outubro de 2014

Folhas a pedido ...

Na sexta- feira de tarde queriamos fazer um trabalho com folhas, já que temos andado a falar delas ... mas o que poderia ser? Fomos ver nos caixotes de material e só lá tínhamos umas folhas muito partidas do ano passado, uns paus e umas bolotas ... "e se fizessemos folhas, já que não temos?", alguém se lembrou. Então fomos buscar restos de cartolina e a Leonor, que não tem jeito nenhum para desenhar, desenhou umas folhas "a pedido": aos bicos - não redondas; redondas - sem bicos; fininhas e grossas; altas e baixas; altas e fininhas; baixas e grossas; aos bicos e pequenas; grandes; finas e sem bicos; grandes, grossas e sem bicos ... enfim, uma grande variedade de combinação de atributos e acabámos assim, sem estar previsto, de fazer aprendizagens na área da matemática. Simultaneamente, a Leonor verificou as nossas competências para o recorte, que exige uma motricidade fina já muito apurada e verificámos que alguns meninos precisam de praticar mais, principalmente os mais pequenos de 4. 

Pais, muito papel, revistas e tesoura em casa também ...

E agora já temos ideia do que vamos fazer a seguir, mas precisamos de creme de barbear dos pais. Alguém tem algum que esteja fora de uso, se faz favor?


A Casa do Folhas

Fomos pela primeira vez à biblioteca da escola, que se chama "Casa do Folhas", porque vive lá o Folhas, no meio dos livros. Ele também tem uma namorada, a Folhinhas, e ambos cuidam dos livros e gostam de ter todos os livros na suas estantes e nos seus lugares, e por isso é que cada livro tem uma cota, gostam do silêncio, gostam de emprestar livros para casa, mas os meninos têm de cuidar muito bem deles, com o auxíliuo dos pais, pois os livros são de todos, e gostam muito que miúdos e graúdos vão à sua casa. Eles não se veem, pois vivem bem escondidos nos livros e só falam ao ouvido da educadora Ana, que vive lá também, e da Leonor. Mas para isso temos de estar sempre em silêncio e falar um de cada vez.


Porque devemos falar em tom médio

Conversámos sobre porque devemos falar com o "tom médio":  fazemos bem à saúde e às cordas vocais,a confusão é menor, ouvimo-nos mais facilmente, trabalhamos melhor, não nos dói a cabeça e ajudamos o amigo que não ouve tão bem e que representou assim como se sente:






A primeira imagem representa-o triste e confuso com o ruído; na imagem seguinte, os riscos mais ou menos retos, é como ele se sente melhor quando falamos em tom médio, porque o som "vai assim direitinho" e em baixo é como ele sente a grande confusão de sons.

Vamos acreditar que também por ele o barulho diminua ...

Pais, em casa vamos também pedir às crianças para falarem baixo, pois há alguns que parece que só sabem falar a gritar ...

Árvores com dedos

Não fomos até agora ao campo apanhar"bocados de outono", como pauzinhos, folhas e bolotas, porque quando esteve bom tempo, não tínhamos conversado sobre o tema e agora que conversámos sobre o tema, tem chovido ... Resolveu-se em grupo fazer umas árvores com tinta usando os pincéis, as mãos, mas principalmente só as pontinhas dos dedos, o que faz muito bem à motricidade fina.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Conversa de hoje: outono

Segunda-feira é o dia dos registos de fim de semana, que são o pretexto para, pelo menos uma vez na semana, nos dedicarmos por inteiro ao registo individual de cada um. 

Fazemos isso para:
- organizar o pensamento, 
- construir frases e assim desenvolver a linguagem oral e o raciocínio, 
- apreendermos o sentido e a utilidade da escrita, 
- compreendermos que escrever é diferente de falar
- as letras são pequenos desenhos precisos feitos de curvas, linhas abertas e linhas fechadas e aindas de pontos, pequenos traços e outros símbolos que fazem parte da escrita
- compreendermos que o registo escrito perdura no tempo, ou seja, quando formos muito muito velhinhos e se guardarmos estes registos, vamos recordar-nos daquilo que dissemos naquele dia preciso.

De tarde estivemos a aprender a fazer um jogo novo com parafusos, roscas e figuras geométricas. Muito bom para a aquisição de noções matemáticas, associação e motricidade.



Na terça-feira fomos ao polidesportivo fazer jogos de movimento, para que os mais novos irem apreendendo que para jogar em conjunto, há regras, há ganhar e perder. O resto do tempo, como a Leonor estava sem técnica operacional e com o grupo dos 23, estivemos no recreio e de tarde o grupo dos mais velhos esteve a trabalhar num jogo de sequências temporais. Ainda fomos ao recreio um bocadinho à  tarde.

Hoje, após o início da manhã, lanchámos, fizemos jogos e massa e fomos um pouco ao recreio, antes da chuva. De tarde, na reunião com os mais velhos, enquanto os mais novos fazem uma pequena pausa, a Leonor disse-nos que diáriamente iríamos ter um tema para conversar. Surgiram as perguntas: o que é "um tema", os "temas que já falámos"- coração, música e os padrinhos/afilhados- e do que queriam conversar hoje. A Laura Barata disse que tem um chapéu de chuva e queria falar da chuva, pois hoje durante o almoço tiveram de ir 2 vezes para debaixo do telheiro, porque começou a chover.

(Pergunta de partida:) Então e começou a chover porquê?(a conversa fluiu rapidamente, sem tempo para anotar o nome dos intervenientes, apenas pequenas notas para poder reconstruir o mais fielmente possivel a conversa)

- Porque já não há sol
- Há muitas nuvens
- Não podemos apanhar chuva, senão ficamos doentes
- Agora já não vamos à praia porque está a chover
- No inverno há chuva e neve ... nós estamos no inverno?

 - Estamos no outono. Porque é que dizemos que estamos no outono? O que acontece agora e que não acontece no verão?

- Chove ...
- Chover também choveu na praia ...

- É verdade ... quando estávamos de férias e na praia também choveu. E porque chove?

- As nuvens juntam-se e cai água.

Mas se agora chove e no verão também choveu e se agora estamos no outono, o que é que acontece agora? Está mais frio? Mais calor? 

- Está frio, mas calor ... mais frio ...

- Mas à nossa volta, o que vemos? ainda não tivemos oportunidade de ir ao campo, mas já repararam como estão as árvores? as folhas das árvores?

- As folhas estão podres e caem ...

- De que cor estão agora as folhas? Se o outono tivesse cor, quais seriam?
- Pretas
- Castanhas
- vermelhas
-verdes
- amarelas 

- E frutos? que frutos aparecem só agora no outono?  

Pergunta difícil, pois parte das frutas temos todo o ano no supermercado, e tive que dar uma ajuda: 

- diospiros, romãs, abóboras e marmelos para fazer doce, castanhas, uvas, frutos secos (avelãs, nozes, amendoas) ... e um menino ainda veio murmurar-me ao ouvido: "E figos!" :)

Pedido aos pais: quem puder e quiser, pode enviar frutos do outono para o lanche da manhã? Aceitamos marmelos e abóbora para fazer doce ...

A seguir, a proposta era fazer um desenho ou um outro trabalho, com elementos do que tinhamos falado, ou seja, "coisas do outono", podendo ser árvores, folhas, nuvens, roupas, frutos ... Material escolhido: papel de lustro, tesoura, cola, canetas, lápis.
Aqui e está uma primeira fase desse trabalho...


domingo, 5 de outubro de 2014

À tarde, são os mais velhotes que trabalham que nem uns galegos!

Pois é mais à tarde que os galegos velhotes mais trabalham, aproveitando o descanso de alguns dos pequenotes, que adormecem durante o tempo que lhes concedo para uma pequena pausa. Assim, agora temos uma nova organização, depois de nos termos aprecebido que a manhã "rende" muito pouco, pois é quase preenchida com o início da manhã, que compreende a chegada à sala, fazer o círculo para nos reunirmos, cantarmos o mantra, fazer os pedidos à Luz do nosso Coração, dizermos os bons-dias uns aos outros, cantar, conversar e planear o dia. Seguidamente lanchamos, o que demora, infelizmente, quase uma hora, às vezes até mais, pois os pequenos demoram imenso tempo, os que vão terminando sentam-se a ver uma história, canções ou filme no computador até todos terminarem o lanche, pois as mesas estão ocupadas e, aproveitando estes dias de sol, vamos até ao recreio. Voltamos ara dentro, preparamos para o almoço e saímos. E assim se passou a manhã, a correr ...
De tarde, os mais pequenos ( 2 e 3 anos) deitam-se um pouco no tapete, em cima de mantas e reuno com os mais velhos (4 e 5 anos), que esperam por mim, sentados já na mesa. A música de fundo é calma e obriga-nos a falar baixo, respeitando os mais pequenos. Passados 15 a 20 minutos, os pequenotes que não passaram pelo sono vão-se levantando e ocupam as outras mesas mais pequenas com jogos, desenho ou massa. Os grandes trabalham comigo, fazendo os registos escritos, os trabalhos em pequenos grupos ou trabalhos/jogos individualizados e acompanhados por mim. Incide-se nas áreas em que revelam mais dificuldade.
E aqui fica o registo da conversa acerca do facto de terem apadrinhado um pequenote:

Pergunta de partida: Então o que é que vocês, padrinhos e madrinhas, devem fazer com os afilhados/as?

Laura Barata: Temos de tomar conta dos afilhados.
Afonso Alves: Eles têm de nos dar a mão para não se perderem no caminho.
Rafaela: Nós não podemos largar-lhe a mão, porque se não eles podem desaparecer para outro lado ou ir lá para trás (eles sabem que no recreio têm de estar onde a minha vista os alcance).

Então mais ou menos todos referiram as regras que têm de transmitir aos pequenos e que são as que eles próprios têm de respeitar, o que me deixou satisfeita:


- Não podem ir lá para trás, no recreio.
- Não podem subir ao muro.
- Não podem ir beber água sózinhos nos bebedouros, porque se molham..
- Não podem ir para a rampa com os triciclos e as trotinetas.
- Não podem ir com a bola lá para trás.
- Não podem ir para a terra molhada sujar-se.
- Não podem ir para as escadas.
- Não podem ir para as casas de banho lá de cima.
- Não podem vir à sala sem dizer nada e se quiserem água têm de dizer.
- Não se pode atirar a bola para a rua.

Leonor: Sim, essas são as regras, estão no plano do "fazer". Mas e no plano do Coração? das Emoções? O que devem vocês fazer?

Afonso Alves: Dar amor.
Tomás Alexandrino: Dar carinho.
Laura Barata: Ajudar a fazer as coisas ... partilhamos os jogos e somos amigos.

Após esta conversa, eles dividiram-se em pequenos grupos de 3 ou 4, para decorar o quadro dos "Padrinhos, Madrinhas e Afilhados e Afilhadas". No dia seguinte mostraremos o trabalho aos mais pequenotes.


Estas conversas são importantes para, entre outras áreas:

- organizar o pensamento;
- desenvolver a oralidade e o raciocínio;
- aprender a trabalhar em conjunto;
- saber responder a perguntas, respondendo dentro do contexto;
 - desenvolver a criatividade;
- desenvolver o espirito crítico;
- promover a linguagem escrita;
- avaliar.

 

Especialmente para a mãe da Francisca - o leite morno!

Pois é ... se todos bebem leite, e fazemos por isso, não pode haver uma criança que não beba, só porque não quer, pois alguns também não querem e acabam por beber. O problema é que "a Francisa só bebe leite morno", disse-me a mãe. 
Demos-lhe tempo e agora ao lanche já come 2 pedaços grandinhos de pera - uma conquista! - e na sexta-feira, eu tinha uma surpresa para ela: chamei-a à pequena arrecadação, mostrei-lhe a cafeteira de água elétrica e disse-lhe: "Olha, amor, trouxe uma cafeteira para aquecer o teu leitinho! Só para ti! Queres que eu te aqueça só um bocadinho para tu beberes?" E ela disse que sim. Foi uma mentirinha muito inocente, confesso ...





E aí está: leite morninho, só para ela, e que ela bebeu muito bem e na minha chávena XXL do café, ainda lhe soube muito melhor! Foi só um bocado, é verdade, mas já é um passo grande! 

Mãe da Francisca, vamos manter, por ora, "o leite morno na escola", ok? Com o tempo, lá chegaremos à verdade ... ;)

sábado, 4 de outubro de 2014

Aniversariante da semana - Madalena, 3 anos

A primeira aniversariante e que bem que se tem portado: a Madalena, que fez 3 anos, no dia 2. Festejámos à tarde,na rua, porque estava muito calor, mas antes ainda fizemos um trabalho, para ela poder guardar e lembrar para sempre, mas só podemos mostar depois, porque está para ser terminado com ela. O bolo de aniversário, feito pela sua mãe estava simplesmente delicioso e era amarelo e verde. O máximo!


"Já encheste um balde hoje?" - 1ª abordagem

 Lanche, quinta-feira, dia 2

Todos  os dias, à hora do lanche, a nossa sala sofre uma invasão: as crianças do ano passado e às vezes mais uns acompanhantes. Quando são muitos, passado pouco tempo, têm de sair e ir brincar, porque a sala fica intransitável. Na quinta-feira, quando alguns ainda estavam a lanchar, puderam ver uma história que já andávamos para ouvir há algum tempo. 



Esta aqui, da amiga Juca:




É muito gira e vem completar "O Pássaro da Alma" e a nossa " luzinha do nosso coração". Mas vamos ouvi-la de novo, quando for oportuno, para que  a possamos explorar melhor.

Padrinho/madrinha - afilhado/afilhada

Quinta-feira, 2 de outubro

Logo pela manhã, em reunião de grande grupo, decidimos ir definitivamente estabelecer os pares "padrinho/madrinha - afilhado/afilhada", ou seja, quando a Leonor diz "vamos dar a mão ao par", nós sabemos logo a quem dar, sem grande confusão. 

A Leonor tinha as nossas fotos e pôs no chão e fizemos dois conjuntos: os que são do género feminino, as meninas, e os que são do género masculino,os meninos. Contámos os elementos de cada conjunto: 13 meninas e 11 meninos. Fomos então alinhando as fotografias, consoante os pares, após a decisaõ individual de cada um. Desde o início das aulas que falávamos em "padrinhos, madrinhas, afilhados e afilhadas" e fomos tendo a oportunidade de ir variando até nos decidirmos pelo par definitivo, que precisava do consentimento de ambos, tipo "contrato": o padrinho/afilhado deve auxiliar, ajudar, dar amor, dar carinho, partilhar as coisas com os afilhados/as e os afilhados devem escutar e colaborar com os padrinhos/madrinhas. Ficou decidido assim:









quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia Mundial da Música

Gostamos tanto de música e hoje é um dia muito oportuno, porque se comemora em todo o lado, comemora-se no Mundo!
 Começámos a manhã a ouvir a canção da amiga Alda Casqueira:




Foi giro: ontem falámos do coração e hoje ouvimos dizer que "a música enche o nosso coração"!

Depois a Leonor escolheu no youtube os diversos tipos de música que nos falava a música da Alda: clássica, rock, salsa, tango, valsa, música tradicional portuguesa e o fado, que é "a nossa música" e até dançámos!
 De tarde, os que não quiseram descansar um pouco, estiveram a fazer o registo e a decidir o que fazer para representar o tema: recorte e colagem de imagens que remetessem para o tema. Amanhã mostramos o resultado, pois falta só a Leonor escrever o registo.

E aqui vai o registo da "fala das crianças" mais velhas ("roubei" a expressão à amiga Juca, do Bloguefólio) :

Pergunta de partida: O que é para vós a música? O que é que ela vos faz sentir? 

Afonso Alves: A música faz-nos relaxar.
Rafaela: Faz-nos adormecer.
Martim: Faz sentir muito melhor.
Tomás Alexandrino: Gosto desta música (referia-se à que estava a tocar, em pano de fundo), porque me faz adormecer.

- Mas a música não serve só para relaxar e nos fazer dormir... faz-nos sentir bem, às vezes muito alegres e às vezes muito tristes ... o que acham?

Diogo: Eu gosto de cantar com o Panda.
Mia: Porque me deixa feliz.
 




O painel do Coração

E o painel ficou assim no nosso placard, na entrada da sala:

 

A tarde do Dia Mundial do Coração

Na tarde de ontem, terça-feira, conversámos e fizemos o registo coletivo daquilo que tínhamos falado no dia anterior: do coração. Decidimos o que fazer para assinalar o dia e o registo que tínhamos feito e por ideia de uma menina, pensamos que da Rafaela, decidimos fazer um coração grande e colarmos bocadinhos de papel crepe (o que faz muito bem à mottricidade fina!), como tínhamos feito para o ovo da Páscoa, no ano passado. Acrescentámos as pálavras mágicas do Coração: "Obrigada", "Adoro-te", "Sou teu amigo", "Desculpa" e "Dia feliz".

Aqui estão os registos da nossa conversa:
Pergunta de partida: "Porque é que o coração é assim tão importante para ter um dia só para se falar nele?"
Afonso Alves: O sangue passa no coração. O sangue é importante porque se não tivéssemos sangue estávamos mortos.
Laura Barata: O sangue vai para dentro do coração para nós vivermos. Ele anda às voltas dentro do coração para nós estarmos vivos.
Tomás Alexandrino: O sangue e a água são muito importantes para não morrermos (associação a outros conhecimentos).
Tomás Reis: O coração é muito importante e tem o tamanho de uma mão fechada.
Rodrigo: É importante para nós não morrermos.

- E que ideias têm para assinalar este dia e registarmos o que disseram?
Laura Barata: Podemos fazer um coração gigante para ficar bonito e pôr na parede.

Depois a Leonor ensinou-nos onde podíamos sentir o nosso coração bater, que é quando ele "bombeia" o sangue: no coração  e no pulso. O "estetoscópio" é o instrumento que os médicos usam para ouvir bater o coração e nós também gostávamos de o ouvir, mas não temos o estetoscópio. Alguém tem ou pode pedir a alguém para nos emprestar por uma manhã, se faz favor?

 
 




 
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