quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"E se a Paz se vestisse de Carnaval ... " - alguns poemas dos Galegos


Se o Carnaval se vestisse de água…
A água do José
vai para o boné
e limpar o chulé
e lavar o rabinho
no bidé
o rabinho do Tomé
e do Zé Bebé
o “É” de jacaré
de bebé, de Zé e do Tomé
e do Barnabé
dentro do café e do bidé.

Se o Carnaval se vestisse de flor…
Era um amor
Muito encantador
Por favor
De valor e de calor
Entre a flor
E o regador.

Se o Carnaval de vestisse de lenço…
 O lenço no ar
Sempre a abanar
E a parvar
A paz a chamar
O lenço a rodopiar
A voar e a abanar
E no castelo vai parar
E vai chamar
Ai… que ar, a miar
E o castelo a rodopiar
A bailar, a dançar
O príncipe e a princesa
Vão casar.

Se o Carnaval se vestisse de pássaro…
 Voaria como o avião
como o João
Que gosta do avião
Trapalhão do C130
Do dragão sem coração
Que deita fumo como o vulcão
E vai parar ao meio do chão
Como o tumba-lalão
Cabeça de gato e do cão
Não tem coração
Vai parar ao meio do chão

Este poema é do João
Do coração
Tum-lalão.

Se o Carnaval se vestisse de cor…
 De flor e de amor
De “carnavor”
Que amor, que cor… por favor!
Por favor, dá-me uma caneta com cor,
Com amor, com carinho e com calor.
Ó amor! Que calor!
Vamos para a praia
da Leonor
tomar banho, tem calor e é
um amor, ó Leonor!
E dá-me cor…

Se o Carnaval se vestisse de pão...
Se o pão
saltar do vulcão
ele não vai parar
à tua mão

o pão
vai saltar
do vulcão
para a televisão
para a boca
do cão
ão-ã…
e do Tiago choramingão.


4 Comments:

voo do tapete said...

Olá, Galeguitos Encarnados

Eu, o Folhas, gostei imenso das vossas palavras poéticas a propósito do Carnaval e gostei muito da palavra que vocês inventaram: CARNAVOR, que é o Carnaval cheio de cor, amor, valor e flor!
Por favor, quem disser que os meninos pequenos não podem ser GRANDES escritores está mesmo muito enganado!

E sabem uma coisa?

A Ana ficou muito admirada quando se viu e se ouviu aqui nesta vossa notícia, porque ela não desconfiou de nada, não percebeu que a Leonor estava a fazer um filme... mas eu, o Folhas, reparei em tudo, nessa altura estava escondido atrás do pescoço da Leonor e vi-a a filmar tudinho!... e guardei segredo! Ah! Ah! Ah! A Ana foi "apanhada"!

Beijos para vocês do Folhas

Anónimo said...

Olá, sala encarnada!

Que belos poemas, parabéns!

E a Ana leu-os muito bem. Aposto que a Vera Roquete deve ter adorado...

Um beijinho a todos da Jacqueline (Uma amiga do Folhas que também é bibliotecária na Venda do Pinheiro)

Galega Encarnada said...

Por acaso ... estivemos bem ... :)

Obrigado e beijinhos, Ana e Jaqueline

Galega Encarnada said...

São Bracons através do Facebook, por me parecer pertinente o seu comentário a esta actividade:
"Maria Bracons Claro que é trabalho das crianças mas, só o conseguem fazer porque têm uma educadora que os estimula bastante. Ora experimenta lançar o desafio a uma criança que tenha pouco ou nenhum estimula nesta área e poderás verificar se tenho ou não razão. Ó trabalho que este meninos fizeram é um bom exemplo do que pode ser feito no desenvolvimento da Linguagem oral e abordagem à escrita...operacionalização das OCEPE, em pleno (lol)!

 
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