quinta-feira, 1 de julho de 2010

A boa educação dos alunos na escola já vem de casa ...

Recebi por e-mail, e, por conseguinte, as palavras que se seguem não são da minha responsabilidade, mas  achei interessantes estas medidas britânicas e resolvi aqui partilhar. De facto, advogo que desde o mais cedo possível, mesmo ainda quando são bebés, as crianças têm de saber os seus limites, o que podem e o que não podem fazer, ou dizer, ou seja: o que é "Sim" e o que é "Não".

"O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. 'As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações' sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que ' as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira'. Acrescentou ainda que 'vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos'. A governante garantiu que 'as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais'. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário. 
Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho
há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar."

2 Comments:

Anónimo said...

So sei,desde que a minha filha frequenta a escola,neste caso infantario,nao e so ela que esta a ser ajudada.Confesso que tambem tenho aprendido muitas coisas.
E uma delas e dizer a palavra que nos custa mais dizer e ouvir"NAO".Aprendi,e desde ja digo que nao ha que ter medo.Custa um pouquinho,bem sei,mas por vezes e tudo na hora certa,de certeza que da frutos no futuro.Nao e assim,Leonor?Pelo menos ja mudaram algumas coisas ,a nivel de educaçao,nunca e tarde para aprender,desde que seja por bem.Tenho pena que nem todos os pais leiam este artigo,pois muita coisa,tambem se deve a eles.
Nao querendo ser repetitiva,mas,obrigada.
Mae Isabel

Galega Encarnada said...

Olá à minha mãe e leitora mais assídua!
Pois é assim mesmo: sem medo e sem receio de nos afirmarmos enquanto pessoas, enquanto mães ...
O adulto (principalmente o adulto de referência, a mãe e o pai seguidos pelos familiares próximos,os professores ...) é um exemplo para a criança. Devemos lembrar-nos que uma criança que não foi habituada a ouvir dizer "Não", também não vai saber dizê-lo e a imensas coisas: "Não às más companhias", "Não às drogas", "Não ao álcool", "Não à má alimentação", "Não ao consumo exagerado" ... etc.,
Então o "não" é ou não é importante?

 
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